Violência na terceira idade
Casos de violência na terceira idade estão cada vez mais freqüentes na Grande Vitória
Segundo dados do IBGE o número de idosos hoje é de quase 15 milhões e até o ano de 2025 esse número pode dobrar, e junto a ele cresce também a preocupação com a qualidade de vida que eles levam. Segundo o Núcleo Contra a Violência ao Idoso (Nucavi), as denúncias estão cada vez mais freqüentes, e os casos acontecem normalmente dentro de suas próprias casas.
O Nucavi foi inaugurado no ano de 2005 e foi destinado a receber denúncias, averiguar, orientar e encaminhar aos órgãos competentes todos aqueles idosos que sofrem de maus tratos. O núcleo conta com a ajuda de psicólogos e assistentes sociais para buscar alternativas e conter essa violência.
De acordo com a Polícia Nacional de Redução da Mortalidade por Acidentes e Violência, existem diversos tipos de violência contra o idoso e elas são divididas das seguintes maneiras: Física, psicológica, negligência, abandono, financeira e sexual. Essas violências vão desde força física até exploração financeira do idoso.
A assistente Social do Nucavi Maria Angélica Buzato, conta que a maior parte dos idosos são mau tratados pelos familiares, que por pensarem que o idoso já não serve mais para nada, tentam se apropriar de suas finanças e os restringem de sua liberdade social.
Maria Angélica conta também que as denúncias nem sempre são realizadas pelos próprios idosos, mas sim, por vizinhos que escutam e se sentem no dever de denunciar. “Muitos desses idosos são ameaçados, por isso não contam, além disso quando a violência ocorre dentro de casa muitos idosos mesmo sofrendo maus tratos preferem proteger os filhos para que eles não sejam punidos pelos ato. As vezes os idosos passam fome, vivem no meio do lixo dentro de casa e se recusam a denunciar aí os vizinhos denunciam”, conta ela.
Após a denúncia o Núcleo Contra a Violência ao Idoso faz um relatório do caso e inicia um acompanhamento com a família. O acompanhamento é realizado em reuniões dentro do próprio Núcleo e nas casas dos idosos. Quando as reuniões são realizadas nas casas, os assistentes sociais fazem as visitas de surpresa e já flagraram diversos tipo de violência no local. Uma delas com o filho do idoso que se tornou alcoólatra e voltou a morar com os pais, e tentava tirar dinheiro deles para comprar mais bebida.
No ano passado foram realizadas 127 denúncias ao todo, já esse ano até o mês de maio já foram realizadas 60 denúncias, o que mostra que a violência está se tornando cada vez mais aparente. A maior parte das denúncias vem dos bairros Jardim Camburi, Centro e Santa Marta, e a faixa etária das vítimas é de 60 a 80 anos, normalmente do sexo feminino.
Ainda que haja denúncia o número de casos solucionados é baixo, dos 127 casos do ano de 2007, apenas 66 foram resolvidos, um poucos mais que 50% dos casos. A assistente social Maria Angélica explica que infelizmente a justiça do Brasil é muito lenta e muitas vezes os casos são deixados de lado.
A violência contra o idoso pode deixar muitas marcar, muitos deles passam a adoecer mais com facilidade, sentem desejo de morrer, choram, entram em depressão, sentem muita carência além de se sentirem humilhados e inúteis.
O Centro de Convivência da Terceira Idade de Jardim da Penha organizou uma grande manifestação nos dia 19, 20 e 21 deste mês contra a violência e maus tratos aos idosos e tem como objetivo não só alertar a população, mas também encorajar aqueles que estão sofrendo de maus tratos para denunciarem e mostrarem que mesmo chegando na terceira idade, ainda são seres humanos e precisam de respeito.
Denúncias através do telefone: 3347- 0076
Casos de violência na terceira idade estão cada vez mais freqüentes na Grande Vitória
Segundo dados do IBGE o número de idosos hoje é de quase 15 milhões e até o ano de 2025 esse número pode dobrar, e junto a ele cresce também a preocupação com a qualidade de vida que eles levam. Segundo o Núcleo Contra a Violência ao Idoso (Nucavi), as denúncias estão cada vez mais freqüentes, e os casos acontecem normalmente dentro de suas próprias casas.
O Nucavi foi inaugurado no ano de 2005 e foi destinado a receber denúncias, averiguar, orientar e encaminhar aos órgãos competentes todos aqueles idosos que sofrem de maus tratos. O núcleo conta com a ajuda de psicólogos e assistentes sociais para buscar alternativas e conter essa violência.
De acordo com a Polícia Nacional de Redução da Mortalidade por Acidentes e Violência, existem diversos tipos de violência contra o idoso e elas são divididas das seguintes maneiras: Física, psicológica, negligência, abandono, financeira e sexual. Essas violências vão desde força física até exploração financeira do idoso.
A assistente Social do Nucavi Maria Angélica Buzato, conta que a maior parte dos idosos são mau tratados pelos familiares, que por pensarem que o idoso já não serve mais para nada, tentam se apropriar de suas finanças e os restringem de sua liberdade social.
Maria Angélica conta também que as denúncias nem sempre são realizadas pelos próprios idosos, mas sim, por vizinhos que escutam e se sentem no dever de denunciar. “Muitos desses idosos são ameaçados, por isso não contam, além disso quando a violência ocorre dentro de casa muitos idosos mesmo sofrendo maus tratos preferem proteger os filhos para que eles não sejam punidos pelos ato. As vezes os idosos passam fome, vivem no meio do lixo dentro de casa e se recusam a denunciar aí os vizinhos denunciam”, conta ela.
Após a denúncia o Núcleo Contra a Violência ao Idoso faz um relatório do caso e inicia um acompanhamento com a família. O acompanhamento é realizado em reuniões dentro do próprio Núcleo e nas casas dos idosos. Quando as reuniões são realizadas nas casas, os assistentes sociais fazem as visitas de surpresa e já flagraram diversos tipo de violência no local. Uma delas com o filho do idoso que se tornou alcoólatra e voltou a morar com os pais, e tentava tirar dinheiro deles para comprar mais bebida.
No ano passado foram realizadas 127 denúncias ao todo, já esse ano até o mês de maio já foram realizadas 60 denúncias, o que mostra que a violência está se tornando cada vez mais aparente. A maior parte das denúncias vem dos bairros Jardim Camburi, Centro e Santa Marta, e a faixa etária das vítimas é de 60 a 80 anos, normalmente do sexo feminino.
Ainda que haja denúncia o número de casos solucionados é baixo, dos 127 casos do ano de 2007, apenas 66 foram resolvidos, um poucos mais que 50% dos casos. A assistente social Maria Angélica explica que infelizmente a justiça do Brasil é muito lenta e muitas vezes os casos são deixados de lado.
A violência contra o idoso pode deixar muitas marcar, muitos deles passam a adoecer mais com facilidade, sentem desejo de morrer, choram, entram em depressão, sentem muita carência além de se sentirem humilhados e inúteis.
O Centro de Convivência da Terceira Idade de Jardim da Penha organizou uma grande manifestação nos dia 19, 20 e 21 deste mês contra a violência e maus tratos aos idosos e tem como objetivo não só alertar a população, mas também encorajar aqueles que estão sofrendo de maus tratos para denunciarem e mostrarem que mesmo chegando na terceira idade, ainda são seres humanos e precisam de respeito.
Denúncias através do telefone: 3347- 0076
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